sábado, 25 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Fotoclube do Alto Tietê reverencia a Festa do Divino com mais uma exposição de fotografia inclusiva na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
Patrimônio da cultura religiosa e das uma maiores manifestações da nossa arte popular, a Festa do Divino Espírito Santo é tema da mostra inclusiva Frutos do Espírito, que estará em cartaz de 10 a 30 de maio no Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes.
A exposição contempla fotografias produzidas pelos membros do coletivo durante os seus três anos de existência; e tem como objetivo principal satisfazer a curiosidade (e ao mesmo tempo promover uma reflexão) acerca dos dons que cada um de nós recebe de manifestar o Espírito para o que for útil para todos:
Os Sete Dons do Espírito Santo, exatamente como são citados pela tradição católica e que se tornaram fonte de devoção popular, são [...]SABEDORIA e de ENTENDIMENTO, espírito de CONSELHO e de FORTALEZA, espírito de CIÊNCIA (e de PIEDADE*) e de TEMOR DE DEUS" (*Vulgata). A lista de nove itens encontrada no versículo 22 do capítulo 5 da Epístola de Paulo aos Gálatas se refere aos frutos do Espírito: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança (autodomínio)".[...] Numerosos hermeneutas e exegetas da Bíblia entendem que essas listas de enumerações são exemplificativas, que os dons do Espírito são de infinita diversidade, pois "há diversidade de dons e cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para o que for útil para todos" (cf. 1Cor 12, 4-7). Segundo esses estudiosos, o número sete no contexto bíblico significa universalidade, totalidade, perfeição; receber os sete dons do Espírito significa, portanto, receber todos os seus inúmeros dons1.
“Podemos dizer que a fotografia é dotada do dom divino de manifestar o olhar e poder espelhar toda a Criação”, diz Jonny Ueda, que é diretor de fotografia do fotoclube, lembrando que as exposições realizadas pelo coletivo são acessíveis às pessoas com deficiência visual, o que possibilita levar arte e conhecimento a todos os munícipes.
Na opinião da jornalista inclusiva Tina Andrade – presidente do Fotoclube do Alto Tietê - a antiga parceria com a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes reflete o quanto esta casa se mostra realmente interessada em fazer parte não apenas de iniciativas pontuais, mas em nos permitir criar juntos um ambiente amplamente favorável à inclusão pela cultura e arte.
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Serviço
Exposição fotográfica Frutos do Espírito
Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
Av. Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 - de segunda a sábado
Centro Cívico - Mogi das Cruzes (SP)
Mais informações e horários (11) 4798-9500
Veja
http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/diario-tv-1edicao/videos/t/edicoes/v/camara-de-vereadores-de-mogi-das-cruzes-tem-exposicao-da-festa-do-divino/2572909/
Veja
http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/diario-tv-1edicao/videos/t/edicoes/v/camara-de-vereadores-de-mogi-das-cruzes-tem-exposicao-da-festa-do-divino/2572909/
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Fotoclubista Hendi Du Carmo tem obra premiada na segunda edição de A Arte de Fotografar
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| A arte de fotografar Otto, de Hendi Du Carmo |
Parabéns, Hendi!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Fotoclube do Alto Tietê estreia "Ojú Odara" na Semana da Consciência Negra em Poá
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| Ojú |
A Semana da Consciência Negra é um período dedicado à reflexão sobre à participação do negro na construção da nossa identidade; e culmina no dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares (1695), para que nos espelhemos na sua resistência à toda forma de escravidão.
"Entre estas formas de escravidão está a nossa submissão à ditadura midiática que pouco a pouco nos distancia da incrível herança cultural deixada por nossos ancestrais", diz Tina Andrade, jornalista inclusiva e curadora da exposição Ojú Odara que está entre as opções culturais oferecidas na Semana da Consciência Negra pela Estância Hidromineral de Poá.
"Ojú Odara" é uma expressão do Yorubá, língua africana, que significa "olhos bons" - no sentido de ser capaz de encontrar a beleza; traduzindo a habilidade dos fotoclubistas do Alto Tietê em capturar com suas câmeras, recortes da cultura de nosso povo; nossa visão de mundo.
A mostra é composta de vinte obras dos fotógrafos Carol Santos, David Oliveira, Fernanda Geggus, Hendi Ducarmo, Hisao Shirabiyoshi, Jonny Ueda, Lu Araújo, Matheus Sant'Anna, MLoudes da Silva, Nilson Siqueira, Pádua e da própria Tina, que preside esse coletivo que cumpre a missão de "recuperar, preservar e difundir a memória; assim como resgatar valores dispersos e cidadania através do exercício do 'olhar fotográfico'."
As fotos revelam a cultura negra presente no ritmo da Congada, do Moçambique e do Maculelê, o gingado na Capoeira, as festas religiosas e pagãs, mas também o grafite e outras "aventuras visuais antropológicas", como assim classifica Jonny Ueda, fotógrafo premiado e diretor do Fotoclube, que se inspira nos legados de Marc Ferrez e Pierre (Fatumbi) Verger, para falar da importância deste trabalho: - "Além de documentar o patrimônio cultural, artístico, histórico e paisagístico das cidades do Alto Tietê, nosso coletivo é muito respeitado pelas ações inclusivas; nossas exposições são acessíveis até mesmo às pessoas com deficiência visual ou cegueira", conclui.
Ojú Odara poderá ser vista na Praça dos Eventos e terá uma versão áudio-descrita para pessoas com deficiência visual. Para saber mais visite o site www.fotoclubedoaltotiete.art. br ou participe das reuniões quinzenais.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A presidente do Fotoclube do Alto Tietê é eleita delegada no Fórum Nacional Setorial de Artes Visuais do Ministério da Cultura

Para quem não sabe, os nomeados para o Conselho Nacional de Políticas Culturais deverão se reunir periodicamente (estima-se que quatro vezes ao ano) para debater e deliberar sobre as matérias em discussão, além de participar de Comissões Temáticas e Grupos de Trabalho para discutir assuntos emergenciais e específicos; ou ainda propor temas e assuntos para deliberação do Plenário.
"Por esta razão, minhas contribuições contemplam acesso e acessibilidades para o consumidor cultural com deficiência", diz Tina, eleita delegada no Fórum Nacional Setorial; ao elencar suas propostas de diretrizes (D) para o desenvolvimento das Artes Visuais em conformidade com os objetivos do Plano Nacional de Cultura (PNC):
PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL NA ECONOMIA CRIATIVA
D1) Destinação de recursos para investimentos em tecnologias assistivas na requalificação dos espaços culturais públicos existentes e fomentar a criação de novos, objetivando garantir à pessoa com deficiência e mobilidade reduzida não apenas o acesso a acervos de artes visuais, mas sobretudo a participação efetiva na formação dos mesmos;
D2) Criação de um cadastro nacional de fotografia para auxiliar no controle da circulação e no cumprimento da Lei de Direitos Autorais, coibindo terminantemente o uso das expressões "de arquivo", "de divulgação", entre outros, em detrimento do crédito ao autor; CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
D3) Identificar, catalogar, fomentar, incentivar e capacitar artistas, produtores, pesquisadores e promotores das artes visuais para o atendimento ao público consumidor com deficiência e mobilidade reduzida.
Os Fóruns Nacionais Setoriais acontecerão nos dias 21, 22 e 23 de novembro, em Brasília, ocasião em que serão eleitos os membros dos 17 Colegiados Setoriais e seus representantes no Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Tina Andrade fala sobre a Fotografia Inclusiva na Tv de Bem
A imaginaSOM - II Mostra de Inclusão Visual é destaque no programa 193 com Erika Lemes. Reportagem de Bruna Santos e imagens de Leandro Gomes. O programa é exibido pela NET CIDADE, Mogi das Cruzes e vai ao ar (inédito) nas sextas às 19h30 sábados neste mesmo horário, aos domingos às 13h30; segundas e quartas às 16h00, terças às 06h00 e quintas às 11:00.
sábado, 1 de setembro de 2012
FOTOGRAFIA INCLUSIVA
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| Ricardo Pedroso fotografado por Jonny Ueda durante a visita à II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM |
Como dar acesso ao conteúdo jornalístico da fotografia de imprensa à pessoa com deficiência visual
por Tina Andrade*
A informação é um direito constituído e seu acesso, uma condição para uma vida digna. Se a significação depende de juízo interpretativo (COELHO NETTO, 2003), a finalidade máxima da informação é reduzir a dúvida e [...] quanto maior for esta capacidade de redução, de eliminação da dúvida, melhor é a qualidade da mensagem que ela transporta.
Por dedução, ao privarmos uma pessoa com deficiência desse direito à medida que não lhe conferimos acesso, aumentamos a sua condição social de prejuízo, colocando-a cada vez mais em desvantagem.
Lígia Assumpção Amaral esclarece que essa desvantagem diz respeito aos prejuízos que o indivíduo experimenta por conta da deficiência e incapacidade; e que se reflete na interação com o seu meio. Para ela, que defende ardorosamente (em suas palavras) a ideia de que as deficiências não são apenas uma construção social, só se está em desvantagem em relação a algo ou alguém. Por isto podemos (e devemos!) revolucionar conceitual e politicamente a mentalidade hegemônica:
... penso que a reflexão sistemática sobre a questão conceitual é de extrema importância para a simultânea/subsequente reflexão sistemática sobre o cotidiano das pessoas com deficiência... (AMARAL, 1998 p. 27).
A "cegueira branca" tem cura!
Em seu Ensaio sobre a Cegueira (1995), José Saramago faz uma pergunta que nos pôs a refletir: " e se fôssemos todos cegos?". Devemos concordar que nós somos realmente acometidos da cegueira da razão, da sensibilidade e de tudo aquilo que faz de nós não um ser funcional no sentido da relação humana, pelo contrário, rudes, egoístas e violentos em um mundo de desigualdade e de sofrimento, que se explica, mas que, na sua opinião, não se justifica.
Para uma melhor compreensão da cegueira, selecionamos dois conceitos básicos: o primeiro é científico e a coloca como sendo "a condição de falta de percepção visual, devido a fatores fisiológicos ou neurológicos" (Conselho Internacional de Oftalmologia, 2002); já o segundo, é filosófico – vem de Espinosa – e contradiz o primeiro tratando a cegueira, não como ausência de visão, mas como uma forma diferente de existir.
Deficiência não é doença. "A doença é um processo com um início, um tratamento e um fim; já a deficiência é uma condição constitutiva do sujeito [...] a conduta social com a pessoa com deficiência a leva ao isolamento, podendo aí surgir doenças decorrentes deste isolamento" (LIMA, 2010 p. 111).
A Imprensa, o direito de informar e o de ser informado
A primeira função da Imprensa é a informação. E informação, enquanto conceito está imbuído das noções de comunicação, restrição e controle, dados, forma, instrução, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento, entre outras (COELHO NETTO, 2003).
Os avanços tecnológicos que deveriam romper as barreiras impostas ao livre fluxo das ideias, elevam o nível de sofisticação que, pelo contrário, abre um vale de desinformação.
Ainda hoje, 5 mil anos depois da escrita suméria, 500 depois da Era Gutenberg, por conseguinte, do livro, quase meio-século de Internet e pelo menos 20 anos de vida "pontocom" - verificamos se os sistemas linguísticos, de fato, estão atendendo as muitas urgências sociais, entre elas, a garantia do acesso à informação.
Já passamos do prazo para compreender e rever os princípios que regem as comunicações, de modo a atribuir à Imprensa, não apenas a função primeira de informar, mas a responsabilidade de disponibilizar seus produtos de informação, respeitando o princípio isonômico que garante o tratamento igualitário e sem discriminações.
Não precisamos de muito para ilustrar o que contraria este princípio: basta lembrar que nos dias atuais, a despeito de todo o apoio tecnológico, milhões de potenciais consumidores da informação com deficiência visual espalhados pelo mundo não têm atendidas a pulsão escópica, a necessidade de ver, o desejo de olhar, à medida que estão invisíveis aos olhos dos mediadores da informação.
O direito de informar e receber informação constitui o fermento da cidadania, o oxigênio que nutre a vida democrática [...] a Imprensa instaurou a cidadania e criou condições indispensáveis para a emergência das sociedades democráticas (MARQUES DE MELO, 2009 p. 57).
Os jornalistas somos, em verdade, profissionais híbridos: misto de investigadores, formadores de opinião, informatas, educadores; que conectados ao mundo, nos fazemos ubíquos. A consciência do que isto representa, somada ao bom uso das novas mídias – é que nos coloca no topo entre os trabalhadores do conhecimento.
O objetivo principal da II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM é buscar caminhos para tornar a informação contida na fotografia jornalística acessível ao deficiente visual severo. E a repercussão que este trabalho está tendo, a atenção que vem merecendo da imprensa (acesse o e-Clipping) denota o quanto a proposta é bem-recebida e, também, o quanto a sociedade criativa está disposta a contribuir.
(*) Texto construído a partir de trechos de sua obra Fotografia inclusiva: tradução intersemiótica e dimensão expressiva para "imprensa acessível". 109f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Mestrado em Semiótica, Tecnologias da Informação e Educação, Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP, 2012.
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![II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM [DESCRIÇÃO DA IMAGEM] À extrema-direita e em plano médio, a fotografia mostra um homem usando rédfônes; ele segura com uma das mãos uma bengala e com a outra, tateia uma figura afixada sobre uma parede na qual vê-se em perspectiva a imagem de quadros com fotografias emolduradas lado a lado. [FIM DA DESCRIÇÃO]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2ainGyQC518BDg8XOzht_psBT_-FgkZK0G3eJQZ0K75m3b6aV0-8Z-M8-h0benxxL9_5EnQk1KKjnUKlktTXhFDAGPQTjw4ACzTZM4TfPiGHak1ixlmU5ca0exbwxSKVskQataj09jA/s320/II+Mostra+de+Inclus%C3%A3o+Visual+-+imaginaSOM-ricardo+pedroso-deficiente+visual-foto+de+jonny+ueda+1024PX.jpg)