segunda-feira, 26 de maio de 2014

Mostra de Miksang (Fotografia Contemplativa) marca a reabertura do Casarão do Chá

O Fotoclube do Alto Tietê traz para o Brasil a
 Iª Mostra Sul-Americana do Miksang Institute
for Contemplative Photography
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                                                                                                                  SNIIC 35268 
Composição gráica do ambiente da mostra por Tina Andrade com fotos de Margriet Boekhoorn e Fiona Wiseman
 “São seus bons olhos"

Na manhã de1º de junho de 2014, durante a cerimônia de reabertura do Casarão do Chá, o Fotoclube do Alto Tietê abre mostra inédita de Fotografia Contemplativa Miksang intitulada "São seus bons olhos".  Realizada em parceria com o Miksang Institute of Contemplative Photography, com sede no Colorado.

Miksang é uma palavra tibetana que se traduz como 'Bom Olho'(ou "olho puro"), e baseia-se nos ensinamentos do mestre de meditação, artista e estudioso da Shambhala e da Arte Dharma, Chögyam Trungpa Rinpoche; cujo significado está voltado para a descoberta da verdade, da percepção pura.
A curadora e produtora da mostra - que é também pesquisadora no campo das Artes Visuais-, Tina Andrade costuma usar a fotografia como meio de intervenção social. Ela vem trabalhando a meses com os fundadores do Miksang Institute, Michael Wood e Julie DuBose, para fazer desta uma experiência que desperte para o risco de estarmos deixando de olhar para as coisas como elas realmente são; fotografando compulsivamente e ao mesmo tempo perdendo a comunicação com o mundo tal qual ele se apresenta diante de nossos olhos. 

A mostra será composta por um conjunto de obras produzidas por professores e estudantes devidamente certificados em Fotografia Miksang.  O visitante irá poder sentar-se diante de uma fotografia, tomar um chá e até meditar enquanto a contempla, se quiser; ele determinará a maneira como quer interagir com cada olhar, pois ali estarão presentificados os fragmentos da realidade de pessoas que habitam o mesmo mundo em que vivemos. Entender o que elas querem nos comunicar também depende de apurarmos nossa percepção pura, removendo os filtros, as críticas e quaisquer outras interferências. Nossa objetivo principal é mostrar que não existe separação entre a vida e a arte e ao final, poder agradecer: 'são seus bons olhos'", diz Tina.

Michael Wood, depois de uma bem-sucedida carreira como fotógrafo profissional no Canadá, começou a experimentar o surgimento de novas percepções com base em sua prática de meditação e estudo da Arte Dharma com Chögyam Trungpa. Ele já acumula uma experiência de 30 anos no desenvolvimento, prática e ensino da Fotografia Miksang na América do Norte e Europa. 

- Vemos algo vívido e penetrante e nesse momento podemos expressar nossa percepção, sem fazer nada mais, acrescentar ou extrair nada. Significa ser totalmente honesto sobre o que está diante de nossos olhos. Como nos permitimos tornar mais disponíveis para as coisas ao nosso redor, sem os preconceitos, filtros e fórmulas, muitas vezes associados com a fotografiadiz ele que é também co-autor do livro Prática da fotografia contemplativa: Vendo o mundo com olhos puros.

Julie DuBose estuda e pratica a Fotografia Contemplativa há 16 anos. Junto com Michael, ensina todos os níveis da Miksang. Ela é autora de A fotografia como uma expressão de olhos, mente e coração e escreve o blog Fotografia Miksang Vida Miksang, além de artigos para o jornal online Huffington Post.

 Essa é uma boa oportunidade de difundir o verdadeiro Miksang em momento de alta monetização da técnica por “professores” (sic.) espalhados pelo mundo que, de fato, nunca o estudaram em todos os seus níveis ou, ainda que a tenham estudado, não foram treinados (ou autorizados) a ensiná-lo, ela diz.

Casarão do Chá na década de 1980. Foto: Akinori Nakatani. Fonte: Blog do Estadão

Considerado um "haicai arquitetônico", o Casarão do Chá, construído em 1942 é patrimônio histórico e ícone da imigração japonesa no Brasil. Sua estrutura foi toda feita em madeira pelo mestre-carpinteiro Kazuo Hanaoka onde funcionou uma fábrica de chá. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Turístico Estadual – Condephaat – em 1982 e pelo Iphan em 1986 e reabre depois de 17 anos de reforma, disposto a tornar-se um espaço de promoção, criação e circulação de bens culturais e artísticos, graças ao esforço e dedicação de Akinori Nakatani e Miha Nakatani. Saiba mais em www.casaraodocha.org.br

Serviço: 
"São seus bons olhos" - Iª Mostra Sul Americana do
Miksang Institute for Contemplative Photography
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Abertura: 1º de junho de 2014 às 10 da manhã
Permanência: até 6 de julho de 2014, sempre de quinta a domingo, das 10 às 17 horas com entrada franca e visitas monitoradas para grupos (somente com agendamento).

Estrada do Chá, cx 05 (acesso pela Estrada do Nagao Km3).
Mogi das Cruzes, São Paulo – Brasil
[Como chegar]

Patrocínio: Kijiro Corretora de Seguros, Associação Paulista de Relações Internacionais, Komura Imóveis e Bunkyo - Associação Cultural de Mogi das Cruzes




Agradecimentos:

Akinori Nakatani, Dr. Nobolo Mori e O. Nagao.

Realização:

Logomarca dos realizadores
Curadoria, Produção Geral 
e Pesquisa: 
Tina Andrade

Co-Produção: 
Julie DuBose, Michael Wood e Miha Nakatani

Relações com a Imprensa:
Tina Andrade
fotoclube.altotiete@gmail.com

Retire seu convite

sábado, 16 de novembro de 2013

[MESA DE LUZ] Alf Ribeiro

No canto superior esquerdo da imagem aparece de perfil um homem de jeans, camiseta e mochila nas costas fotografando um lago cortado por uma ponte de madeira em arcos e cercado de frondosas árvores. Ao fundo algumas construções. Fiz questão de deixar a minha própria sombra projetada sobre o chão, gravada na imagem.
Tina Andrade "Autorretrato com Alf", Parque Centenário, 14.nov.13

Na ensolarada tarde de quinta-feira (14/11/13) tive a honra de receber o jornalista, fotógrafo e, sobretudo, amigo Alf Ribeiro em sua passagem por Mogi das Cruzes. Ele veio para fazer algumas fotos e - muito me agrada dizer - para a sua estreia na "Mesa de Luz" do Fotoclube do Alto Tietê para um bate-papo informal sobre suas premiações, leitura comentada de algumas de suas obras, novas formas de trabalho em fotografia e sobre a sua bem-sucedida trajetória.

Tínhamos pouco tempo, mas o suficiente para dar uma corrida no Parque Centenário. E enquanto ele fotografava eu (é claro que) observava seus movimentos constantes, porém tranquilos. Caminhamos, fotografamos, conversamos e tudo foi muito bom.

Alf acumula importantes premiações e suas obras foram aceitas nos mais renomados concursos fotográficos entre os quais: Primeiro Lugar no Concurso Embrapa Arroz e Feijão em 2007; duas aceitações no VI Salão Nacional de Fotografia Brasil-Afro, da Votorantim (SP), também em 2007; aceitações em cinco edições do Prêmio New Holland de Fotojornalismo, com o vice-campeonato na quinta edição em 2009 (foto);  duas aceitações no 7º Salão Nacional de Fotografia "Pércio Galembeck" em 2010; aceitação na XVII Bienal de Arte Fotográfica em Cores que aconteceu no Museu Histórico de Londrina em 2011; duas aceitações na II Bienal de Arte Fotográfica Natureza em Cores de Ribeirão Preto (SP) em 2011; duas aceitações na XVII Bienal de Arte Fotográfica em Preto e Branco no SESC de São José do Rio Preto em 2012;  dois Prêmios Top Etanol em 2012; e Menção Honrosa na XVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores, que aconteceu este ano em Foz do Iguaçu, além de exposições individuais e coletivas de alto nível.

Fotografia 0057-0331 da série
Flanar Urbano (25 de março)
Atualmente se dedica a dois projetos de vida: o Flanar Urbano, "eu simplesmente saio por aí", conta; e "Cadeias Produtivas", onde se dedica a registrar o ciclo de vida de inúmeras matérias-primas como, por exemplo, o algodão desde a semeadura e as diversas colheitas nas fazendas interioranas, até o desembarque na forma de jeans antes do amanhecer no Bairro do Brás, em São Paulo.

Homem no meio de uma grande plantação sorri alegremente enquanto apóia uma imensa trouxa com o algodão por ele recém-colhido. Um camponês de trajes simples, mas destaca-se um grande chapéu de palha verde-alface dependurado sobre o peito.
Fotografia 0002-0804 da série
Cadeias Produtivas (Algodão)
Um trabalho primoroso que, sem sombra de dúvida, resultará em um dos maiores e qualitativamente melhores acervos imagéticos da Agricultura Nacional. "Me realizo ao colocar os pés na terra", confidenciou o fotógrafo de mão cheia que se orgulha de ter apenas duas lentes básicas (18/55 e 75/300 da Canon) e quase não utilizar flash.

Arte de Tina Andrade sobre foto de  Jonny Ueda
- "Certa ocasião eu ouvi do editor de fotografia do Clarin uma frase que me inspirou a fazer o que faço hoje. Disse ele: - 'eu só trabalho com lente fixa, porque sou obrigado a me mover'.
É isso mesmo! A fotografia é uma profissão em movimento. Eu não chego a usar a lente fixa, mas me exijo estar em constante movimento."

Essa "movimentação" toda faz com que atualmente se dedique a registrar a mobilidade urbana: - "O Brasil tem um gargalo de transpote muito grande. Esse projeto é um grito eu que dou para dizer 'ó, tem solução!'", desabafa.

Na Mesa de Luz, Alf Ribeiro compartilhou com o coletivo algo impagável sobre sua fotografia - sob aspectos que vão desde a determinação do objetivo até a publicação e gestão de seu respeitável banco de imagens. Sorte de quem estava lá para ouvir e se apropriar de tão valioso conhecimento.

Leia a seguir alguns desses ensinamentos (fotos da autora):


- "Tenha um objetivo" - referindo-se ao fato de não sair por aí fotografando qualquer coisa, mas tudo o que estiver na linha dos seus objetivos;

- "Fotos vendáveis também podem virar ensaios" - é uma forma de dizer que devemos considerar diferentes aplicações para uma mesma imagem;

- "Não gosto de produzir. Tudo que entra na foto é porque estava na cena, era real. " - alegando que "registrar a vida em movimento" também se traduz num estilo.

- "Faço tudo em RAW." - Ele ensinou que o RAW é a maior prova de autenticidade, pois além de preservar o arquivo inalterado, imprime sobre ele o número de série da câmera.

- "Concentro meus trabalhos em um só lugar" - Alf usa uma única conta no Flickr, onde já depositou mais de 5 mil fotos. Obviamente em formato redimensionado e todas com mancha d'água ("já fui muito criticado por isso, mas não abro mão"). A organização também é muito simples: todas as fotos trazem dois números: um corresponde à mídia onde foram gravadas e o outro, é um número simples e sequencial. Ex: 42-11 (foto 42 do disco 11). Além disso, todas as fotos são contextualizadas de forma sintética, clara e bem objetiva: todas trazem a regra clássica de todo jornalista que se preze: "quê, quando, onde, como e com quem".

- Favorite! - Ao acompanhar e eleger os trabalhos outros fotógrafos como seus favoritos, podemos encontrar fontes de inspiração que nos ajudarão a conceber ideias para projetos autorais.

Questionado sobre sua declarada compulsão fotográfica ("eu clico tudo que me interessa"), Alf revelou que, quando viaja, viaja para fotografar e é assim que ele tem prazer nisso: - "me sinto mal se deixo a câmera de lado para tomar uma caipirinha", disse.

O fato é que tudo é fruto de uma escolha e, ao que tudo inndica, ele soube fazer a escolha mais acertada.

Reportagem de Tina Andrade
- jornalista inclusiva e presidente do

Fotoclube do Alto Tietê
www.fotoclubedoaltotiete.art.br 



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Boletim Informativo do Fotoclube do Alto Tietê - Ano 2 - nº16

ANO 2 - Nº16
EDITORIAL



Fotoclubistas amigos,
no próximo domingo o Fotoclube do Alto Tietê completará mais um ano de atividades. Foram muitos desafios a transpor para que pudéssemos chegar a realizar a gama de projetos com os quais temos provocado mudanças significativas na vida de tantas pessoas.\

Agora que fomos declarados De Utilidade Pública, nossa responsabilidade é ainda maior e nosso espectro de projetos também. Ciranda Rosa é um deles. Poder elevar a autoestima de mulheres em tratamento de câncer, através de retratos dotados de beleza, feminilidade e glamour e ao mesmo tempo trocar vivências, aprender a melhorar a qualidade de nossos dias e nossas relações foi muito bom e inspirador. Já estamos planejando o novembro azul.

As reuniões com o Colegiado Setorial de Artes Visuais, as oportunas contribuições rumo à Conferência Nacional da Cultura, e a participação no Encontro de Gestores no Fórum Latino-Americano de Fotografia, certamente me inspiraram traçar novos rumos para o Fotoclube em 2014.

Tudo é uma questão de querer, crer e atuar.
E estamos fazendo isso.

Um grande e caloroso abraço!

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Entre as borbulhas de champagne (sem álcool!) morangos e chantilly, que foi oficialmente inaugurada a "Ciranda Rosa", realizada pelo Fotoclube do Alto Tietê em conjunto com a Associação Beneficente de Controle do Câncer (ABCC AT), em exposição até domingo, 27 de outubro no Mogi Shopping.

"Ciranda Rosa" é um ensaio fotográfico que resgata o feminino e coloca a mulher, com toda o seu esplendor de volta ao seu lugar na cidade, na sociedade, na vida - já que de fato, após diagnosticadas com câncer, a maioria opta por se fechar em casa, buscar o ostracismo. O projeto Ciranda, da ABCC faz com que essas pacientes, unidas pelo amor e solidariedade, visitem lugares e jamais se distanciem da vida como ela é e com tudo o que ela traz.

O Fotoclube do Alto Tietê, cuja missão é resgatar valores dispersos e cidadania através do exercício do olhar fotográfico, foi chamado para registrar esse momento e expandir a mensagem de conscientização e prevenção do câncer de mama, neste mês caracterizado como o Outubro Rosa.

A curadorada mostra e presidente do Fotoclube, a jornalista e agente de comunicação, cultura e arte para o desenvolvimento inclusivo Tina Andrade, não só topou o desafio, como desejou fazer uma de suas melhores intervenções:

- "Aqui são humanos olhando para humanos. Tudo o que não precisávamos fazer era fotografar (no sentido de usar uma câmera para coletar uma imagem da pessoa)! Nós convivemos, saímos juntos, nos divertimos, sobretudo modificamos algumas impressões sobre a vida, sem fingir que não existe o problema, mas tornando-o menor que a nossa existência", disse Tina.

A exposição também foi pensada para que fosse calorosa, acolhedora e envolvente, sobretudo, para favorecer a abordagem de pessoas e uma conversa aberta sobre essa forma de câncer que afeta mulheres e homens. Sim, alguns homens também estão suscetíveis ao câncer de mama, mas o tabu em torno da doença bloqueia o livre fluxo de informações.

Por isso, foi montada uma sala de estar com todo o conforto, onde pacientes se revezarão nesse encontro entre a arte a e educação com o objetivo de levar aos visitantes, um conjunto de informações e melhor: a própria experiência vivida.

Para fazer o trabalho, Tina registrou o depoimento tanto das pacientes, mas também dos fotoclubistas que atenderam à chamada para o projeto.

- "Eu queria colocar as mensagens de uma forma não panfletária, mas sempre com a beleza de fundo. Daí veio a ideia de trazer para o ambiente da exposição um elemento que via de regra todos temos em nossas casas, que são os azulejos para passar os textos elucidativos e o testemunhal dos envolvidos", contou a curadora.

Esses depoimentos são, em verdade, uma exposição dentro de outra: as fotos (que privilegiam a vibração e a energia afetiva presentificada pelo rosa) mostram o que os olhos podem ver, as palavras, o sentimento de cada pessoa fotografada e daquela que a fotografou. E o movimento circular da Ciranda foi recriado, colocando os elementos propositadamente desconectados. Além disso, lado a lado das fotos das personagens foram colocadas pequenas fotos das companheiras para mostrar que ninguém está sozinho.

Na co-produção, Valéria Macedo (ABCC AT) e Jonny Ueda que divide com Tina a direção do Fotoclube, o amor e sua missão de vida.

Quem assinar o livro de visita terá direito a concorrer ao sorteio de um relógio doado pela S.Stein, a loja Arquitettá assina a decoração ambiente e o Centro Oncológico é o patrocinador oficial. Também apóiam a iniciativa: a Confraria Mogyana, a AJPS e anônimos ilustres.

A exposição permanece à sua espera de segunda a domingo (27), das 10 às 22 horas.




Declaração de Utilidade Pública

Às 15h40 do dia 4 de setembro de 2013, foi aprovado por unanimidade o PROJETO DE LEI Nº 93/13, de autoria do Vereador Iduigues Ferreira Martins, que dispõe sobre declaração de UTILIDADE PÚBLICA do Clube da Imagem Fotográfica do Alto Tiête. nosso FOTOCLUBE DO ALTO TIETÊ.
Durante sua declaração de voto, o autor do projeto (que acumula o cargo de presidente da Cultura, Pessoa com Deficiência, Direitos Humanos, Idoso, Criança e Adolescente e Igualdade Racial), sensível que é às causas sociais, parabenizou o Fotoclube por seu trabalho de inclusão através da fotografia. Todos somos gratos pelo seu empenho, vereador. 




Obras da fotoclubista Luciana Araújo selecionadas na primeira fase do
12º Salão de Artes Visuais de Guarulhos - Arte Moderna e Contemporânea

O Fotoclube do Alto Tietê tem a honra de comunicar que está muito bem representado na primeira fase do 12º Salão de Artes Visuais de Guarulhos - Arte Moderna e Contemporânea com as obras Pontilhão, Spidermen e Cama-de-Gato, da fotoclubista Luciana Araújo!
Agora vamos preparar as obras que deverão ser enviadas para a segunda etapa da seleção, no período de 03 a 13 de setembro, devidamente preparados para a exposição agendada para 5 de outubro. No próximo dia 24, sairá o resultado da 2a etapa. Vamos trabalhar firme e desde já, assinem este post os interessados em prestigiar o vernissage.

Parabéns Luciana!
Esse é o reconhecimento de seu esforço e dedicação que tanto nos orgulha!



PANORAMAS DA CIDADE

É maravilhoso quando construímos um projeto que é sucesso desde o começo! Assim aconteceu com o projeto PANORAMAS DA CIDADE, cujo piloto partiu de Arujá. Sensibilizada com as questões sociais, a Secretária Bernadete Lucena, motivada por Juliana Borges e Heloize Campos, confiou ao Fotoclube do Alto Tietê a missão de realizar um workshop de fotografia que resultasse em uma exposição na semana do aniversário da Cidade.
Foi então que nos lançamos num projeto de FOTOGRAFIA INCLUSIVA aberto à comunidade em toda a sua diversidade. Além de aprender os fundamentos da fotografia, o grupo foi às ruas para reconhecer e/ou reaprender o seu lugar, dessa vez em meio à experiência rica que foi receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida com alegria, tolerância social, alteridade e muito, muito amor - o que as fez sentirem-se ainda mais valorizadas, criativas e talentosas.
A exposição foi muito bem quista na Câmara Municipal de Arujá, aonde foi realizada.
Na cerimônia de entrega dos certificados, durante um belíssimo café da tarde, os participantes puderam tocar suas obras, tirar dúvidas e já fazer planos para um novo trabalho.












Tina Andrade - presidente

fotoclube.altotiete@gmail.com
www.fotoclubedoaltotiete.art.br


Participe das reuniões do Fotoclube que acontecem no Sindicato
dos Bancários. Na programação:

- Café com abraço (networking);
- documentários;
- informações;
- aulas e dicas sobre fotografia;
- dinâmicas

E muito mais!

domingo, 21 de julho de 2013

Saída fotográfica à Santa Isabel


Em primeiro plano, uma forte corrente com grandes aros de ferro emolduram a imagem da capelinha branca com detalhes em azul celeste, construída pelos escravos  em devoção ao São Benedito.
Capela de São Benedito dos Treze de Maio




Santa Isabel está na microrregião de Guarulhos, no Alto Tietê e foi formada indiretamente pela "corrida do ouro", no século 18. Com uma população flutuante estimada em 15 mil habitantes, atrai pelas belas chácaras e sítios da zona rural da cidade, que oferecem as belezas naturais, além da vocação agrícola e avícola. Com mais de 80% de seu território em áreas de preservação de mananciais, quase não possui indústrias, favorecendo seu potencial turístico. Guarda a nascente do Rio Jaguari - rio que dá nome à represa que também corta as cidades de Igaratá e Jacareí.

Ponto-alto do roteiro, a Capela de São Benedito dos Treze de Maio (foto) - construída pelos escravos para materializar a devoção ao seu padroeiro. Junto dela foi erguido em 1888 o monumento histórico e marco da libertação dos escravos do município. Há evidências de que Santa Isabel remiu seus escravos antes mesmo da Lei Áurea.A saída foi um sucesso e já estamos preparando a próxima. Os interessados em participar deverão solicitar sua filiação ao Fotoclube do Alto Tietê.

Mais do que um passeio, nossas saídas têm como objetivo princip
al o resgate e preservação da memória, educação patrimonial e cidadania - já que são inclusivas.
Todos os produtos de informação são estruturados para posteriormente serem partilhados com o público através de nossas exposições acessíveis às pessoas com deficiência visual.








segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tina Andrade fala sobre Fotografia Inclusiva na Tarde Show TV MogiNews



Num bate-papo AO VIVO com Marcela Warzee na tarde da segunda-feira (8/7), Tina Andrade fala de sua experiência com "A Arte da Virada" - III Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM que realiza a frente do Fotoclube do Alto Tietê para trazer à tona os pontos fortes e as oportunidades, mas também os pontos fracos e as ameaças sofridas na realização deste trabalho que mais do que uma exposição de fotografia para cegos, se traduz numa oportunidade de construção de conhecimento coletivo sobre o papel da arte no Desenvolvimento Inclusivo. O programna vai ao ar de segunda à sexta-feira no Canal 15 (Digital) da NET – TV a cabo em Mogi das Cruzes - das 14 às 16 horas (com reprise das 23h30 às 01h30 e compacto com os melhores momentos nos finais de semana). Assista e divulgue a entrevista a quem possa interessar.

terça-feira, 18 de junho de 2013

MOGI SHOPPING PROMOVE MOSTRA FOTOGRÁFICA COM ACESSIBILIDADE

Realizada pelo Fotoclube do Alto Tietê, a   mostra de fotografia inclusiva  "A Arte da Virada",  estará no MOGI SHOPPING de  18 de junho a 2 de julho. Como sugere o nome, ao dar uma VIRADA nas obras, é revelado o que está por trás de cada fotografia que torna possível compartilhá-la com pessoas cegas -  e que por isso são INCLUSIVAS.
A fotografia mostra em primeiro plano uma série de retratos nos quais aparecem pessoas com diferentes tipos de deficiência produzindo arte (música, pintura, dança, literatura, fotografia e artes plásticas). As fotos foram trabalhadas em apenas dois tons para a melhor recepção por parte das pessoas com baixa visão. Ao girar as placas, no verso das obras aparece a foto original em preto e branco, uma placa com a descrição em braile e uma imagem em código próprio para celular. Ao fundo vê-se o corredor do MOGI Shopping com vitrines de lojas.Fim da descrição.

A exposição fez parte da Virada Cultural Paulista, foi tema da III Mostra de Inclusão Visual – imaginaSOM, e é um convite para que os visitantes possam ver a pessoa com deficiência por suas competências, e não por suas patologias.  Ela é composta de 12 fotos, cuja  intervenção visual e gráfica favorece o espectador com baixa visão.

Todas as obras contam com descrições de imagem traduzidas para o braile. A área de circulação é livre de obstáculos, para favorecer a circulação de cadeiras de rodas e mesmo macas, podendo ser indicada por médicos como terapia a certas classes de pacientes, contribuindo para a sua recuperação.

Há também a proposta de oferecer um workshop para lojistas, a fim de humanizar o atendimento aos clientes, capacitando-os para a excelência nas relações com consumidores com deficiência e mobilidade reduzida. Os autores dos trabalhos são Tina Andrade, presidente do Fotoclube e os fotógrafos Jonny Ueda e Nivaldo Alves (também presidente do Conselho Municipal para Assuntos
da Pessoa com Deficiência - CMAPD).

“O que o público verá na mostra é resultado de muito estudo. A montagem obedece a um conjunto de normas que o produtor Moses Marques segue fielmente. Além dele, o Fotoclube firmou parceria com a Casa do Braille, que tem na bagagem adequação de espaços nobres como o Memorial da América Latina”, ressalta Tina Andrade.

Serviço:

III Mostra de Inclusão Visual (imaginaSOM): A Arte da Virada
De 18 de junho a 2 de julho, no corredor novo do Mogi
Shopping (próximo ao cinema)
*Com acessibilidade às pessoas com deficiência

ENTRADA FRANCA