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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Mostra de Miksang (Fotografia Contemplativa) marca a reabertura do Casarão do Chá

O Fotoclube do Alto Tietê traz para o Brasil a
 Iª Mostra Sul-Americana do Miksang Institute
for Contemplative Photography
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                                                                                                                  SNIIC 35268 
Composição gráica do ambiente da mostra por Tina Andrade com fotos de Margriet Boekhoorn e Fiona Wiseman
 “São seus bons olhos"

Na manhã de1º de junho de 2014, durante a cerimônia de reabertura do Casarão do Chá, o Fotoclube do Alto Tietê abre mostra inédita de Fotografia Contemplativa Miksang intitulada "São seus bons olhos".  Realizada em parceria com o Miksang Institute of Contemplative Photography, com sede no Colorado.

Miksang é uma palavra tibetana que se traduz como 'Bom Olho'(ou "olho puro"), e baseia-se nos ensinamentos do mestre de meditação, artista e estudioso da Shambhala e da Arte Dharma, Chögyam Trungpa Rinpoche; cujo significado está voltado para a descoberta da verdade, da percepção pura.
A curadora e produtora da mostra - que é também pesquisadora no campo das Artes Visuais-, Tina Andrade costuma usar a fotografia como meio de intervenção social. Ela vem trabalhando a meses com os fundadores do Miksang Institute, Michael Wood e Julie DuBose, para fazer desta uma experiência que desperte para o risco de estarmos deixando de olhar para as coisas como elas realmente são; fotografando compulsivamente e ao mesmo tempo perdendo a comunicação com o mundo tal qual ele se apresenta diante de nossos olhos. 

- A mostra será composta por um conjunto de obras produzidas por professores e estudantes devidamente certificados em Fotografia Miksang.  O visitante irá poder sentar-se diante de uma fotografia, tomar um chá e até meditar enquanto a contempla, se quiser; ele determinará a maneira como quer interagir com cada olhar, pois ali estarão presentificados os fragmentos da realidade de pessoas que habitam o mesmo mundo em que vivemos. Entender o que elas querem nos comunicar também depende de apurarmos nossa percepção pura, removendo os filtros, as críticas e quaisquer outras interferências. Nossa objetivo principal é mostrar que não existe separação entre a vida e a arte e ao final, poder agradecer: 'são seus bons olhos'", diz Tina.

Michael Wood, depois de uma bem-sucedida carreira como fotógrafo profissional no Canadá, começou a experimentar o surgimento de novas percepções com base em sua prática de meditação e estudo da Arte Dharma com Chögyam Trungpa. Ele já acumula uma experiência de 30 anos no desenvolvimento, prática e ensino da Fotografia Miksang na América do Norte e Europa. 

- Vemos algo vívido e penetrante e nesse momento podemos expressar nossa percepção, sem fazer nada mais, acrescentar ou extrair nada. Significa ser totalmente honesto sobre o que está diante de nossos olhos. Como nos permitimos tornar mais disponíveis para as coisas ao nosso redor, sem os preconceitos, filtros e fórmulas, muitas vezes associados com a fotografia, diz ele que é também co-autor do livro Prática da fotografia contemplativa: Vendo o mundo com olhos puros.

Julie DuBose estuda e pratica a Fotografia Contemplativa há 16 anos. Junto com Michael, ensina todos os níveis da Miksang. Ela é autora de A fotografia como uma expressão de olhos, mente e coração e escreve o blog Fotografia Miksang Vida Miksang, além de artigos para o jornal online Huffington Post.

-  Essa é uma boa oportunidade de difundir o verdadeiro Miksang em momento de alta monetização da técnica por “professores” (sic.) espalhados pelo mundo que, de fato, nunca o estudaram em todos os seus níveis ou, ainda que a tenham estudado, não foram treinados (ou autorizados) a ensiná-lo, ela diz.

Casarão do Chá na década de 1980. Foto: Akinori Nakatani. Fonte: Blog do Estadão

Considerado um "haicai arquitetônico", o Casarão do Chá, construído em 1942 é patrimônio histórico e ícone da imigração japonesa no Brasil. Sua estrutura foi toda feita em madeira pelo mestre-carpinteiro Kazuo Hanaoka onde funcionou uma fábrica de chá. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Turístico Estadual – Condephaat – em 1982 e pelo Iphan em 1986 e reabre depois de 17 anos de reforma, disposto a tornar-se um espaço de promoção, criação e circulação de bens culturais e artísticos, graças ao esforço e dedicação de Akinori Nakatani e Miha Nakatani. Saiba mais em www.casaraodocha.org.br

Serviço: 
"São seus bons olhos" - Iª Mostra Sul Americana do
Miksang Institute for Contemplative Photography
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Abertura: 1º de junho de 2014 às 10 da manhã
Permanência: até 6 de julho de 2014, sempre de quinta a domingo, das 10 às 17 horas com entrada franca e visitas monitoradas para grupos (somente com agendamento).

Estrada do Chá, cx 05 (acesso pela Estrada do Nagao Km3).
Mogi das Cruzes, São Paulo – Brasil
[Como chegar]

Patrocínio: Kijiro Corretora de Seguros, Associação Paulista de Relações Internacionais, Komura Imóveis e Bunkyo - Associação Cultural de Mogi das Cruzes




Agradecimentos:

Akinori Nakatani, Dr. Nobolo Mori e O. Nagao.

Realização:

Logomarca dos realizadores
Curadoria, Produção Geral 
e Pesquisa: 
Tina Andrade

Co-Produção: 
Julie DuBose, Michael Wood e Miha Nakatani

Relações com a Imprensa:
Tina Andrade
fotoclube.altotiete@gmail.com

Retire seu convite

sábado, 16 de novembro de 2013

[MESA DE LUZ] Alf Ribeiro

No canto superior esquerdo da imagem aparece de perfil um homem de jeans, camiseta e mochila nas costas fotografando um lago cortado por uma ponte de madeira em arcos e cercado de frondosas árvores. Ao fundo algumas construções. Fiz questão de deixar a minha própria sombra projetada sobre o chão, gravada na imagem.
Tina Andrade "Autorretrato com Alf", Parque Centenário, 14.nov.13

Na ensolarada tarde de quinta-feira (14/11/13) tive a honra de receber o jornalista, fotógrafo e, sobretudo, amigo Alf Ribeiro em sua passagem por Mogi das Cruzes. Ele veio para fazer algumas fotos e - muito me agrada dizer - para a sua estreia na "Mesa de Luz" do Fotoclube do Alto Tietê para um bate-papo informal sobre suas premiações, leitura comentada de algumas de suas obras, novas formas de trabalho em fotografia e sobre a sua bem-sucedida trajetória.

Tínhamos pouco tempo, mas o suficiente para dar uma corrida no Parque Centenário. E enquanto ele fotografava eu (é claro que) observava seus movimentos constantes, porém tranquilos. Caminhamos, fotografamos, conversamos e tudo foi muito bom.

Alf acumula importantes premiações e suas obras foram aceitas nos mais renomados concursos fotográficos entre os quais: Primeiro Lugar no Concurso Embrapa Arroz e Feijão em 2007; duas aceitações no VI Salão Nacional de Fotografia Brasil-Afro, da Votorantim (SP), também em 2007; aceitações em cinco edições do Prêmio New Holland de Fotojornalismo, com o vice-campeonato na quinta edição em 2009 (foto);  duas aceitações no 7º Salão Nacional de Fotografia "Pércio Galembeck" em 2010; aceitação na XVII Bienal de Arte Fotográfica em Cores que aconteceu no Museu Histórico de Londrina em 2011; duas aceitações na II Bienal de Arte Fotográfica Natureza em Cores de Ribeirão Preto (SP) em 2011; duas aceitações na XVII Bienal de Arte Fotográfica em Preto e Branco no SESC de São José do Rio Preto em 2012;  dois Prêmios Top Etanol em 2012; e Menção Honrosa na XVIII Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores, que aconteceu este ano em Foz do Iguaçu, além de exposições individuais e coletivas de alto nível.

Fotografia 0057-0331 da série
Flanar Urbano (25 de março)
Atualmente se dedica a dois projetos de vida: o Flanar Urbano, "eu simplesmente saio por aí", conta; e "Cadeias Produtivas", onde se dedica a registrar o ciclo de vida de inúmeras matérias-primas como, por exemplo, o algodão desde a semeadura e as diversas colheitas nas fazendas interioranas, até o desembarque na forma de jeans antes do amanhecer no Bairro do Brás, em São Paulo.

Homem no meio de uma grande plantação sorri alegremente enquanto apóia uma imensa trouxa com o algodão por ele recém-colhido. Um camponês de trajes simples, mas destaca-se um grande chapéu de palha verde-alface dependurado sobre o peito.
Fotografia 0002-0804 da série
Cadeias Produtivas (Algodão)
Um trabalho primoroso que, sem sombra de dúvida, resultará em um dos maiores e qualitativamente melhores acervos imagéticos da Agricultura Nacional. "Me realizo ao colocar os pés na terra", confidenciou o fotógrafo de mão cheia que se orgulha de ter apenas duas lentes básicas (18/55 e 75/300 da Canon) e quase não utilizar flash.

Arte de Tina Andrade sobre foto de  Jonny Ueda
- "Certa ocasião eu ouvi do editor de fotografia do Clarin uma frase que me inspirou a fazer o que faço hoje. Disse ele: - 'eu só trabalho com lente fixa, porque sou obrigado a me mover'.
É isso mesmo! A fotografia é uma profissão em movimento. Eu não chego a usar a lente fixa, mas me exijo estar em constante movimento."

Essa "movimentação" toda faz com que atualmente se dedique a registrar a mobilidade urbana: - "O Brasil tem um gargalo de transpote muito grande. Esse projeto é um grito eu que dou para dizer 'ó, tem solução!'", desabafa.

Na Mesa de Luz, Alf Ribeiro compartilhou com o coletivo algo impagável sobre sua fotografia - sob aspectos que vão desde a determinação do objetivo até a publicação e gestão de seu respeitável banco de imagens. Sorte de quem estava lá para ouvir e se apropriar de tão valioso conhecimento.

Leia a seguir alguns desses ensinamentos (fotos da autora):


- "Tenha um objetivo" - referindo-se ao fato de não sair por aí fotografando qualquer coisa, mas tudo o que estiver na linha dos seus objetivos;

- "Fotos vendáveis também podem virar ensaios" - é uma forma de dizer que devemos considerar diferentes aplicações para uma mesma imagem;

- "Não gosto de produzir. Tudo que entra na foto é porque estava na cena, era real. " - alegando que "registrar a vida em movimento" também se traduz num estilo.

- "Faço tudo em RAW." - Ele ensinou que o RAW é a maior prova de autenticidade, pois além de preservar o arquivo inalterado, imprime sobre ele o número de série da câmera.

- "Concentro meus trabalhos em um só lugar" - Alf usa uma única conta no Flickr, onde já depositou mais de 5 mil fotos. Obviamente em formato redimensionado e todas com mancha d'água ("já fui muito criticado por isso, mas não abro mão"). A organização também é muito simples: todas as fotos trazem dois números: um corresponde à mídia onde foram gravadas e o outro, é um número simples e sequencial. Ex: 42-11 (foto 42 do disco 11). Além disso, todas as fotos são contextualizadas de forma sintética, clara e bem objetiva: todas trazem a regra clássica de todo jornalista que se preze: "quê, quando, onde, como e com quem".

- Favorite! - Ao acompanhar e eleger os trabalhos outros fotógrafos como seus favoritos, podemos encontrar fontes de inspiração que nos ajudarão a conceber ideias para projetos autorais.

Questionado sobre sua declarada compulsão fotográfica ("eu clico tudo que me interessa"), Alf revelou que, quando viaja, viaja para fotografar e é assim que ele tem prazer nisso: - "me sinto mal se deixo a câmera de lado para tomar uma caipirinha", disse.

O fato é que tudo é fruto de uma escolha e, ao que tudo inndica, ele soube fazer a escolha mais acertada.

Reportagem de Tina Andrade
- jornalista inclusiva e presidente do

Fotoclube do Alto Tietê
www.fotoclubedoaltotiete.art.br 



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Boletim Informativo do Fotoclube do Alto Tietê - Ano 2 - nº16

ANO 2 - Nº16
EDITORIAL



Fotoclubistas amigos,
no próximo domingo o Fotoclube do Alto Tietê completará mais um ano de atividades. Foram muitos desafios a transpor para que pudéssemos chegar a realizar a gama de projetos com os quais temos provocado mudanças significativas na vida de tantas pessoas.\

Agora que fomos declarados De Utilidade Pública, nossa responsabilidade é ainda maior e nosso espectro de projetos também. Ciranda Rosa é um deles. Poder elevar a autoestima de mulheres em tratamento de câncer, através de retratos dotados de beleza, feminilidade e glamour e ao mesmo tempo trocar vivências, aprender a melhorar a qualidade de nossos dias e nossas relações foi muito bom e inspirador. Já estamos planejando o novembro azul.

As reuniões com o Colegiado Setorial de Artes Visuais, as oportunas contribuições rumo à Conferência Nacional da Cultura, e a participação no Encontro de Gestores no Fórum Latino-Americano de Fotografia, certamente me inspiraram traçar novos rumos para o Fotoclube em 2014.

Tudo é uma questão de querer, crer e atuar.
E estamos fazendo isso.

Um grande e caloroso abraço!

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Entre as borbulhas de champagne (sem álcool!) morangos e chantilly, que foi oficialmente inaugurada a "Ciranda Rosa", realizada pelo Fotoclube do Alto Tietê em conjunto com a Associação Beneficente de Controle do Câncer (ABCC AT), em exposição até domingo, 27 de outubro no Mogi Shopping.

"Ciranda Rosa" é um ensaio fotográfico que resgata o feminino e coloca a mulher, com toda o seu esplendor de volta ao seu lugar na cidade, na sociedade, na vida - já que de fato, após diagnosticadas com câncer, a maioria opta por se fechar em casa, buscar o ostracismo. O projeto Ciranda, da ABCC faz com que essas pacientes, unidas pelo amor e solidariedade, visitem lugares e jamais se distanciem da vida como ela é e com tudo o que ela traz.

O Fotoclube do Alto Tietê, cuja missão é resgatar valores dispersos e cidadania através do exercício do olhar fotográfico, foi chamado para registrar esse momento e expandir a mensagem de conscientização e prevenção do câncer de mama, neste mês caracterizado como o Outubro Rosa.

A curadorada mostra e presidente do Fotoclube, a jornalista e agente de comunicação, cultura e arte para o desenvolvimento inclusivo Tina Andrade, não só topou o desafio, como desejou fazer uma de suas melhores intervenções:

- "Aqui são humanos olhando para humanos. Tudo o que não precisávamos fazer era fotografar (no sentido de usar uma câmera para coletar uma imagem da pessoa)! Nós convivemos, saímos juntos, nos divertimos, sobretudo modificamos algumas impressões sobre a vida, sem fingir que não existe o problema, mas tornando-o menor que a nossa existência", disse Tina.

A exposição também foi pensada para que fosse calorosa, acolhedora e envolvente, sobretudo, para favorecer a abordagem de pessoas e uma conversa aberta sobre essa forma de câncer que afeta mulheres e homens. Sim, alguns homens também estão suscetíveis ao câncer de mama, mas o tabu em torno da doença bloqueia o livre fluxo de informações.

Por isso, foi montada uma sala de estar com todo o conforto, onde pacientes se revezarão nesse encontro entre a arte a e educação com o objetivo de levar aos visitantes, um conjunto de informações e melhor: a própria experiência vivida.

Para fazer o trabalho, Tina registrou o depoimento tanto das pacientes, mas também dos fotoclubistas que atenderam à chamada para o projeto.

- "Eu queria colocar as mensagens de uma forma não panfletária, mas sempre com a beleza de fundo. Daí veio a ideia de trazer para o ambiente da exposição um elemento que via de regra todos temos em nossas casas, que são os azulejos para passar os textos elucidativos e o testemunhal dos envolvidos", contou a curadora.

Esses depoimentos são, em verdade, uma exposição dentro de outra: as fotos (que privilegiam a vibração e a energia afetiva presentificada pelo rosa) mostram o que os olhos podem ver, as palavras, o sentimento de cada pessoa fotografada e daquela que a fotografou. E o movimento circular da Ciranda foi recriado, colocando os elementos propositadamente desconectados. Além disso, lado a lado das fotos das personagens foram colocadas pequenas fotos das companheiras para mostrar que ninguém está sozinho.

Na co-produção, Valéria Macedo (ABCC AT) e Jonny Ueda que divide com Tina a direção do Fotoclube, o amor e sua missão de vida.

Quem assinar o livro de visita terá direito a concorrer ao sorteio de um relógio doado pela S.Stein, a loja Arquitettá assina a decoração ambiente e o Centro Oncológico é o patrocinador oficial. Também apóiam a iniciativa: a Confraria Mogyana, a AJPS e anônimos ilustres.

A exposição permanece à sua espera de segunda a domingo (27), das 10 às 22 horas.




Declaração de Utilidade Pública

Às 15h40 do dia 4 de setembro de 2013, foi aprovado por unanimidade o PROJETO DE LEI Nº 93/13, de autoria do Vereador Iduigues Ferreira Martins, que dispõe sobre declaração de UTILIDADE PÚBLICA do Clube da Imagem Fotográfica do Alto Tiête. nosso FOTOCLUBE DO ALTO TIETÊ.
Durante sua declaração de voto, o autor do projeto (que acumula o cargo de presidente da Cultura, Pessoa com Deficiência, Direitos Humanos, Idoso, Criança e Adolescente e Igualdade Racial), sensível que é às causas sociais, parabenizou o Fotoclube por seu trabalho de inclusão através da fotografia. Todos somos gratos pelo seu empenho, vereador. 




Obras da fotoclubista Luciana Araújo selecionadas na primeira fase do
12º Salão de Artes Visuais de Guarulhos - Arte Moderna e Contemporânea

O Fotoclube do Alto Tietê tem a honra de comunicar que está muito bem representado na primeira fase do 12º Salão de Artes Visuais de Guarulhos - Arte Moderna e Contemporânea com as obras Pontilhão, Spidermen e Cama-de-Gato, da fotoclubista Luciana Araújo!
Agora vamos preparar as obras que deverão ser enviadas para a segunda etapa da seleção, no período de 03 a 13 de setembro, devidamente preparados para a exposição agendada para 5 de outubro. No próximo dia 24, sairá o resultado da 2a etapa. Vamos trabalhar firme e desde já, assinem este post os interessados em prestigiar o vernissage.

Parabéns Luciana!
Esse é o reconhecimento de seu esforço e dedicação que tanto nos orgulha!



PANORAMAS DA CIDADE

É maravilhoso quando construímos um projeto que é sucesso desde o começo! Assim aconteceu com o projeto PANORAMAS DA CIDADE, cujo piloto partiu de Arujá. Sensibilizada com as questões sociais, a Secretária Bernadete Lucena, motivada por Juliana Borges e Heloize Campos, confiou ao Fotoclube do Alto Tietê a missão de realizar um workshop de fotografia que resultasse em uma exposição na semana do aniversário da Cidade.
Foi então que nos lançamos num projeto de FOTOGRAFIA INCLUSIVA aberto à comunidade em toda a sua diversidade. Além de aprender os fundamentos da fotografia, o grupo foi às ruas para reconhecer e/ou reaprender o seu lugar, dessa vez em meio à experiência rica que foi receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida com alegria, tolerância social, alteridade e muito, muito amor - o que as fez sentirem-se ainda mais valorizadas, criativas e talentosas.
A exposição foi muito bem quista na Câmara Municipal de Arujá, aonde foi realizada.
Na cerimônia de entrega dos certificados, durante um belíssimo café da tarde, os participantes puderam tocar suas obras, tirar dúvidas e já fazer planos para um novo trabalho.












Tina Andrade - presidente

fotoclube.altotiete@gmail.com
www.fotoclubedoaltotiete.art.br


Participe das reuniões do Fotoclube que acontecem no Sindicato
dos Bancários. Na programação:

- Café com abraço (networking);
- documentários;
- informações;
- aulas e dicas sobre fotografia;
- dinâmicas

E muito mais!

domingo, 21 de julho de 2013

Saída fotográfica à Santa Isabel


Em primeiro plano, uma forte corrente com grandes aros de ferro emolduram a imagem da capelinha branca com detalhes em azul celeste, construída pelos escravos  em devoção ao São Benedito.
Capela de São Benedito dos Treze de Maio




Santa Isabel está na microrregião de Guarulhos, no Alto Tietê e foi formada indiretamente pela "corrida do ouro", no século 18. Com uma população flutuante estimada em 15 mil habitantes, atrai pelas belas chácaras e sítios da zona rural da cidade, que oferecem as belezas naturais, além da vocação agrícola e avícola. Com mais de 80% de seu território em áreas de preservação de mananciais, quase não possui indústrias, favorecendo seu potencial turístico. Guarda a nascente do Rio Jaguari - rio que dá nome à represa que também corta as cidades de Igaratá e Jacareí.

Ponto-alto do roteiro, a Capela de São Benedito dos Treze de Maio (foto) - construída pelos escravos para materializar a devoção ao seu padroeiro. Junto dela foi erguido em 1888 o monumento histórico e marco da libertação dos escravos do município. Há evidências de que Santa Isabel remiu seus escravos antes mesmo da Lei Áurea.A saída foi um sucesso e já estamos preparando a próxima. Os interessados em participar deverão solicitar sua filiação ao Fotoclube do Alto Tietê.

Mais do que um passeio, nossas saídas têm como objetivo princip
al o resgate e preservação da memória, educação patrimonial e cidadania - já que são inclusivas.
Todos os produtos de informação são estruturados para posteriormente serem partilhados com o público através de nossas exposições acessíveis às pessoas com deficiência visual.








segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tina Andrade fala sobre Fotografia Inclusiva na Tarde Show TV MogiNews



Num bate-papo AO VIVO com Marcela Warzee na tarde da segunda-feira (8/7), Tina Andrade fala de sua experiência com "A Arte da Virada" - III Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM que realiza a frente do Fotoclube do Alto Tietê para trazer à tona os pontos fortes e as oportunidades, mas também os pontos fracos e as ameaças sofridas na realização deste trabalho que mais do que uma exposição de fotografia para cegos, se traduz numa oportunidade de construção de conhecimento coletivo sobre o papel da arte no Desenvolvimento Inclusivo. O programna vai ao ar de segunda à sexta-feira no Canal 15 (Digital) da NET – TV a cabo em Mogi das Cruzes - das 14 às 16 horas (com reprise das 23h30 às 01h30 e compacto com os melhores momentos nos finais de semana). Assista e divulgue a entrevista a quem possa interessar.

domingo, 30 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

MOGI SHOPPING PROMOVE MOSTRA FOTOGRÁFICA COM ACESSIBILIDADE

Realizada pelo Fotoclube do Alto Tietê, a   mostra de fotografia inclusiva  "A Arte da Virada",  estará no MOGI SHOPPING de  18 de junho a 2 de julho. Como sugere o nome, ao dar uma VIRADA nas obras, é revelado o que está por trás de cada fotografia que torna possível compartilhá-la com pessoas cegas -  e que por isso são INCLUSIVAS.
A fotografia mostra em primeiro plano uma série de retratos nos quais aparecem pessoas com diferentes tipos de deficiência produzindo arte (música, pintura, dança, literatura, fotografia e artes plásticas). As fotos foram trabalhadas em apenas dois tons para a melhor recepção por parte das pessoas com baixa visão. Ao girar as placas, no verso das obras aparece a foto original em preto e branco, uma placa com a descrição em braile e uma imagem em código próprio para celular. Ao fundo vê-se o corredor do MOGI Shopping com vitrines de lojas.Fim da descrição.

A exposição fez parte da Virada Cultural Paulista, foi tema da III Mostra de Inclusão Visual – imaginaSOM, e é um convite para que os visitantes possam ver a pessoa com deficiência por suas competências, e não por suas patologias.  Ela é composta de 12 fotos, cuja  intervenção visual e gráfica favorece o espectador com baixa visão.

Todas as obras contam com descrições de imagem traduzidas para o braile. A área de circulação é livre de obstáculos, para favorecer a circulação de cadeiras de rodas e mesmo macas, podendo ser indicada por médicos como terapia a certas classes de pacientes, contribuindo para a sua recuperação.

Há também a proposta de oferecer um workshop para lojistas, a fim de humanizar o atendimento aos clientes, capacitando-os para a excelência nas relações com consumidores com deficiência e mobilidade reduzida. Os autores dos trabalhos são Tina Andrade, presidente do Fotoclube e os fotógrafos Jonny Ueda e Nivaldo Alves (também presidente do Conselho Municipal para Assuntos
da Pessoa com Deficiência - CMAPD).

“O que o público verá na mostra é resultado de muito estudo. A montagem obedece a um conjunto de normas que o produtor Moses Marques segue fielmente. Além dele, o Fotoclube firmou parceria com a Casa do Braille, que tem na bagagem adequação de espaços nobres como o Memorial da América Latina”, ressalta Tina Andrade.

Serviço:

III Mostra de Inclusão Visual (imaginaSOM): A Arte da Virada
De 18 de junho a 2 de julho, no corredor novo do Mogi
Shopping (próximo ao cinema)
*Com acessibilidade às pessoas com deficiência

ENTRADA FRANCA

Fotoclube do Alto Tietê realiza exposição em comemoração ao aniversário de Arujá

A fotografia mostra em primeiro plano a imagem de um livro aberto no qual as imagens antiga e moderna da cidadede Arujá são postas lado a lado na mesma proporção. As páginas do livro são adornadas com desenhos nas bordas que se assemelham a florões. As fotos antigas se diferenciam pela cor sépia e as atuais são coloridas. Ao fundo da imagem, vê-se um salão por onde foram espalhados vários totens com livros similares para abertos exibição. Fim da descrição.

As urgências da vida diária e os muitos estímulos visuais espalhados por toda a parte estão roubando nossa atenção e tornando invisíveis os elementos que compõem a memória do lugar onde vivemos, por conseguinte, nossa própria história .O desenvolvimento natural vem pouco a pouco modificando o desenho urbano e mais: nosso jeito de olhar tudo o que nos cerca. 
Por essa razão, realizamos com Prefeitura de Arujá através da Secretaria de Cultura e em parceria com a Câmara Municipal a exposição de Fotografia Inclusiva "Panoramas da Cidade": Arujá entre Ontem e Hoje - um trabalho através do qual são passados os principais fundamentos da fotografia ao mesmo tempo em que contribui para a preservação do acervo imagético patrimonial e dá igualdade de oportunidade às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida de registrarem conosco esse novo momento da antiga história.
Arujá entre Ontem e Hoje é composta de 14 conjuntos a partir de imagens antigas que inspiraram alunos do workshop de fotografia realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.
Entre os alunos está Ítalo Marciano, cego de nascença, que após realizar a fotografia que remonta a área do Fórum, exclamou maravilhado: "nunca poderia imaginar que fotografaria um dia; agora quero uma câmera para mim!". O fotoclube integra pessoas com deficiência em todas as suas ações.

SERVIÇO:
Exposição comemorativa do aniversário de Arujá
de 18 a 23 de junho de 2013
Local: Câmara Municipal de Arujá
R. Rodrigues Alves, 51 - Arujá, SP (2o piso)
Horário: 8 às 17 horas
Informações: (11) 4652-7000

quinta-feira, 9 de maio de 2013



Fotoclube do Alto Tietê reverencia a Festa do Divino com mais uma exposição de fotografia inclusiva na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

Patrimônio da cultura religiosa e das uma maiores manifestações da nossa arte popular, a Festa do Divino Espírito Santo é tema da mostra inclusiva Frutos do Espírito, que estará em cartaz de 10 a 30 de maio no Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes.

A exposição contempla fotografias produzidas pelos membros do coletivo durante os seus três anos de existência; e tem como objetivo principal satisfazer a curiosidade (e ao mesmo tempo promover uma reflexão) acerca dos dons que cada um de nós recebe de manifestar o Espírito para o que for útil para todos:

Os Sete Dons do Espírito Santo, exatamente como são citados pela tradição católica e que se tornaram fonte de devoção popular, são [...]SABEDORIA e de ENTENDIMENTO, espírito de CONSELHO e de FORTALEZA, espírito de CIÊNCIA (e de PIEDADE*) e de TEMOR DE DEUS" (*Vulgata). A lista de nove itens encontrada no versículo 22 do capítulo 5 da Epístola de Paulo aos Gálatas se refere aos frutos do Espírito: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança (autodomínio)".[...] Numerosos hermeneutas e exegetas da Bíblia entendem que essas listas de enumerações são exemplificativas, que os dons do Espírito são de infinita diversidade, pois "há diversidade de dons e cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para o que for útil para todos" (cf. 1Cor 12, 4-7). Segundo esses estudiosos, o número sete no contexto bíblico significa universalidade, totalidade, perfeição; receber os sete dons do Espírito significa, portanto, receber todos os seus inúmeros dons1.


“Podemos dizer que a fotografia é dotada do dom divino de manifestar o olhar e poder espelhar toda a Criação”, diz Jonny Ueda, que é diretor de fotografia do fotoclube, lembrando que as exposições realizadas pelo coletivo são acessíveis às pessoas com deficiência visual, o que possibilita levar arte e conhecimento a todos os munícipes.

Na opinião da jornalista inclusiva Tina Andrade – presidente do Fotoclube do Alto Tietê - a antiga parceria com a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes reflete o quanto esta casa se mostra realmente interessada em fazer parte não apenas de iniciativas pontuais, mas em nos permitir criar juntos um ambiente amplamente favorável à inclusão pela cultura e arte.

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Serviço

Exposição fotográfica Frutos do Espírito
Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
Av. Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 - de segunda a sábado
Centro Cívico - Mogi das Cruzes (SP)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Fotoclubista Hendi Du Carmo tem obra premiada na segunda edição de A Arte de Fotografar

A fotografia mostra em primeiro plano um menino sorrindo com o rosto voltado para a sua direita e mãos espalmadas na altura do peito. Ele tem cabelos dourados e curtos e veste uma camisa preta com estampa frontal. Atrás dele, em desfoque, uma senhora de cabelo curtos e roupas brancas esbanja um sorriso ao olhar o menino. Ao fundo, uma parede verde-folha, com frestas iluminadas.
A arte de fotografar Otto, de Hendi Du Carmo
O fotoclubista do Alto Tietê, Hendi Du Carmo é finalista no concurso A Arte de Fotografar 2! A cerimônia de entrega dos prêmios acontece no dia 12 de dezembro de 2012  no Museu de Antropologia Vale do Paraíba, em Jacareí - data que coincide com a abertura da exposição dos contemplados. A classificação final será conhecida  somente no ato da cerimônia que tem como condição sine qua non premiar apenas os finalistas se fizerem presentes. O Fotoclube do Alto Tietê parabeniza esta "prata da casa" e revelação da fotografia, que tanto tem contribuído para agregar valor à nossa marca.
Parabéns, Hendi!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Fotoclube do Alto Tietê estreia "Ojú Odara" na Semana da Consciência Negra em Poá

A fotografia mostra um rosto estilizado esculpido sobre uma parede de textura arenosa, com algumas partes encobertas por húmus verde-escuro, sobre o qual se destacam os olhos bem juntos e ligeiramente caídos. Essa figura está entre outras que adornam antigos bebedouros. Cada uma delas tinha um significado embutido e a ideia era bombardear a mente dos escravos com mensagens subliminares. Esta com os olhos bem acentuados, remetia à "eterna vigilância", mas hoje é um dos valiosos vestígios do Sítio Arqueológico de São Francisco - uma antiga fazenda no litoral paulista que, diz a lenda, teria pertencido a um cruel proprietário de escravos.
Ojú

A Semana da Consciência Negra é um período dedicado à reflexão sobre à participação do negro na construção da nossa identidade; e culmina no dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares (1695), para que nos espelhemos na sua resistência à toda forma de escravidão.

"Entre estas formas de escravidão está a nossa submissão à ditadura midiática que pouco a pouco nos distancia da incrível herança cultural deixada por nossos ancestrais", diz Tina Andrade, jornalista inclusiva e curadora da exposição Ojú Odara que está entre as opções culturais oferecidas na Semana da Consciência Negra pela Estância Hidromineral de Poá.

"Ojú Odara" é uma expressão do Yorubá, língua africana, que significa "olhos bons" - no sentido de ser capaz de encontrar a beleza; traduzindo a habilidade dos fotoclubistas do Alto Tietê em capturar com suas câmeras, recortes da cultura de nosso povo; nossa visão de mundo.  

A mostra é composta de vinte obras dos fotógrafos Carol Santos, David Oliveira, Fernanda Geggus, Hendi Ducarmo, Hisao Shirabiyoshi, Jonny Ueda, Lu Araújo, Matheus Sant'Anna, MLoudes da Silva,  Nilson Siqueira, Pádua e da própria Tina, que preside esse coletivo que cumpre a missão de "recuperar, preservar e difundir a memória; assim como resgatar valores dispersos e cidadania através do exercício do 'olhar fotográfico'." 

As fotos revelam a cultura negra presente no ritmo da Congada, do Moçambique e do Maculelê, o gingado na Capoeira, as festas religiosas e pagãs, mas também o grafite e outras "aventuras visuais antropológicas", como assim classifica Jonny Ueda, fotógrafo premiado e diretor do Fotoclube, que se inspira nos legados de Marc Ferrez e Pierre (Fatumbi) Verger, para falar da importância deste trabalho: - "Além de documentar o patrimônio cultural, artístico, histórico e paisagístico das cidades do Alto Tietê, nosso coletivo é muito respeitado pelas ações inclusivas; nossas exposições são acessíveis até mesmo às pessoas com deficiência visual ou cegueira", conclui. 

Ojú Odara poderá ser vista na Praça dos Eventos e terá uma versão áudio-descrita para pessoas com deficiência visual. Para saber mais visite o site www.fotoclubedoaltotiete.art.br ou participe das reuniões quinzenais.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A presidente do Fotoclube do Alto Tietê é eleita delegada no Fórum Nacional Setorial de Artes Visuais do Ministério da Cultura

Cultura: a presidente do Fotoclube do Alto Tietê, Tina Andrade, está entre os cinco indicados pararepresentar o Estado de São Paulo no longo processo que resultará, em novembro, na escolha dos futuros integrantes do Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura. A moradora de Mogi participará como representante do setor de Artes Visuais. Publicado em 25 de outubro de 2012,na coluna Opinião de Darwin Valente, no Jornal O Diário de Mogi.

Para quem não sabe, os nomeados para o Conselho Nacional de Políticas Culturais deverão se reunir periodicamente (estima-se que quatro vezes ao ano) para debater e deliberar sobre as matérias em discussão, além de participar de Comissões Temáticas e Grupos de Trabalho para discutir assuntos emergenciais e específicos; ou ainda propor temas e assuntos para deliberação do Plenário.

"Por esta razão, minhas contribuições contemplam acesso e acessibilidades para o consumidor cultural com deficiência", diz Tina, eleita delegada no Fórum Nacional Setorial; ao elencar suas propostas de diretrizes (D) para o desenvolvimento das Artes Visuais em conformidade com os objetivos do Plano Nacional de Cultura (PNC):

 PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL NA ECONOMIA CRIATIVA

 D1) Destinação de recursos para investimentos em tecnologias assistivas na requalificação dos espaços culturais públicos existentes e fomentar a criação de novos, objetivando garantir à pessoa com deficiência e mobilidade reduzida não apenas o acesso a acervos de artes visuais, mas sobretudo a participação efetiva na formação dos mesmos;

D2) Criação de um cadastro nacional de fotografia para auxiliar no controle da circulação e no cumprimento da Lei de Direitos Autorais, coibindo terminantemente o uso das expressões "de arquivo", "de divulgação", entre outros, em detrimento do crédito ao autor; CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

D3) Identificar, catalogar, fomentar, incentivar e capacitar artistas, produtores, pesquisadores e promotores das artes visuais para o atendimento ao público consumidor com deficiência e mobilidade reduzida.

Os Fóruns Nacionais Setoriais acontecerão nos dias 21, 22 e 23 de novembro, em Brasília, ocasião em que serão eleitos os membros dos 17 Colegiados Setoriais e seus representantes no Plenário do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Tina Andrade fala sobre a Fotografia Inclusiva na Tv de Bem


A imaginaSOM - II Mostra de Inclusão Visual é destaque no programa 193 com Erika Lemes. Reportagem de Bruna Santos e imagens de Leandro Gomes. O programa é exibido pela NET CIDADE, Mogi das Cruzes e vai ao ar (inédito) nas sextas às 19h30 sábados neste mesmo horário, aos domingos às 13h30; segundas e quartas às 16h00, terças às 06h00 e quintas às 11:00.

sábado, 1 de setembro de 2012

FOTOGRAFIA INCLUSIVA




‎[DESCRIÇÃO DA IMAGEM] À extrema-direita e em plano médio, a fotografia mostra um homem usando rédfônes; ele segura com uma das mãos uma bengala e com a outra, tateia uma figura afixada sobre uma parede na qual vê-se em perspectiva a imagem de quadros com fotografias emolduradas lado a lado. [FIM DA DESCRIÇÃO]
Ricardo Pedroso fotografado por Jonny Ueda
durante a visita à II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM

Como dar acesso ao conteúdo jornalístico da fotografia de imprensa à pessoa com deficiência visual


por Tina Andrade*

A informação é um direito constituído e seu acesso, uma condição para uma vida digna.  Se a significação depende de juízo interpretativo (COELHO NETTO, 2003), a finalidade máxima da informação é reduzir a dúvida e [...] quanto maior for esta capacidade de redução, de eliminação da dúvida, melhor é a qualidade da mensagem que ela transporta.

Por dedução, ao privarmos uma pessoa com deficiência desse direito à medida que não lhe conferimos acesso, aumentamos a sua condição social de prejuízo, colocando-a cada vez mais em desvantagem.

Lígia Assumpção Amaral esclarece que essa desvantagem diz respeito aos prejuízos que o indivíduo experimenta por conta da deficiência e incapacidade; e que se reflete na interação com o seu meio. Para ela, que defende ardorosamente (em suas palavras) a ideia de que as deficiências não são apenas uma construção social, só se está em desvantagem em relação a algo ou alguém. Por isto podemos (e devemos!) revolucionar conceitual e politicamente a mentalidade hegemônica:

... penso que a reflexão sistemática sobre a questão conceitual é de extrema importância para a simultânea/subsequente reflexão sistemática sobre o cotidiano das pessoas com deficiência... (AMARAL, 1998 p. 27). 


A "cegueira branca" tem cura! 

Em seu Ensaio sobre a Cegueira (1995), José Saramago faz uma pergunta que nos pôs a refletir: " e se fôssemos todos cegos?".  Devemos concordar que nós somos realmente acometidos da cegueira da razão, da sensibilidade e de tudo aquilo que faz de nós não um ser funcional no sentido da relação humana, pelo contrário, rudes, egoístas e violentos em um  mundo de desigualdade e de sofrimento, que se explica, mas que, na sua opinião, não se justifica.

Para uma melhor compreensão da cegueira, selecionamos dois conceitos básicos: o primeiro é científico e a coloca como sendo "a condição de falta de percepção visual, devido a fatores fisiológicos ou neurológicos" (Conselho Internacional de Oftalmologia, 2002); já o segundo,  é filosófico – vem de Espinosa – e contradiz o primeiro tratando a cegueira, não como ausência de visão, mas como uma forma diferente de existir.

Deficiência não é doença. "A doença é  um processo com um início, um tratamento e um fim; já a deficiência é uma condição constitutiva do sujeito [...] a conduta social com a pessoa com deficiência a leva ao isolamento, podendo aí surgir doenças decorrentes deste isolamento" (LIMA, 2010 p. 111).

Elias Nunes fotografado por Tina Andrade
em sua visita à imaginaSOM

A Imprensa, o direito de informar e o de ser informado

A primeira função da Imprensa é a informação. E informação, enquanto conceito está imbuído das noções de comunicação, restrição e controle, dados, forma, instrução, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento, entre outras (COELHO NETTO, 2003).

Os avanços tecnológicos que deveriam romper as barreiras impostas ao livre fluxo das ideias, elevam o nível de sofisticação que, pelo contrário, abre um vale de desinformação.

Ainda hoje, 5 mil anos depois da escrita suméria, 500 depois da Era Gutenberg, por conseguinte, do livro, quase meio-século de Internet e pelo menos 20 anos de vida "pontocom" - verificamos se os sistemas linguísticos, de fato, estão atendendo as muitas urgências sociais, entre elas, a garantia do acesso à informação.

Já passamos do prazo para compreender e rever os princípios que regem as comunicações, de modo a atribuir à Imprensa, não apenas a função primeira de informar, mas a responsabilidade de disponibilizar seus produtos de informação, respeitando o princípio isonômico que garante o tratamento igualitário e sem discriminações.

Não precisamos de muito para ilustrar o que contraria este princípio: basta lembrar que nos dias atuais, a despeito de todo o apoio tecnológico, milhões de potenciais consumidores da informação com deficiência visual espalhados pelo mundo não têm atendidas a pulsão escópica, a necessidade de ver, o desejo de olhar, à medida que estão invisíveis aos olhos dos mediadores da informação.

O direito de informar e receber informação constitui o fermento da cidadania, o oxigênio que nutre a vida democrática [...] a Imprensa instaurou a cidadania e criou condições indispensáveis para a emergência das sociedades democráticas (MARQUES DE MELO, 2009 p. 57).

A "cegueira branca" (SARAMAGO, 2006) é a alegoria perfeita para conotar o momento que exige da Imprensa "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam".

Os jornalistas somos, em verdade, profissionais híbridos: misto de investigadores, formadores de opinião, informatas, educadores; que conectados ao mundo, nos fazemos ubíquos. A consciência do que isto representa, somada ao bom uso das novas mídias – é que nos coloca no topo entre os trabalhadores do conhecimento.

O objetivo principal da II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM é buscar caminhos para tornar a informação contida na fotografia jornalística acessível ao deficiente visual severo. E a repercussão que este trabalho está tendo, a atenção que vem merecendo da imprensa (acesse o e-Clipping) denota o quanto a proposta é bem-recebida e, também, o quanto a sociedade criativa está disposta a contribuir.

(*) Texto construído a partir de trechos de sua obra Fotografia inclusiva: tradução intersemiótica e dimensão expressiva para "imprensa acessível". 109f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Mestrado em Semiótica, Tecnologias da Informação e Educação, Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP, 2012. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Câmara Municipal de Mogi das Cruzes abriga a II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM





Na segunda-feira (27/8/2012) a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes inaugurou a 
II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM. Trata-se de uma exposição inédita
que tem como principal objetivo sensibilizar a sociedade de conteúdos para o direito
constitucional de informar e ser informado.


A imaginaSOM é realizada anualmente pelo Fotoclube do Alto Tietê com curadoria de Tina Andrade, que além de jornalista e consultora em Comunicação Inclusiva, é Mestre em Semiótica, Tecnologias de Informação e Educação. E assinando a coordenação geral, está Jonny Ueda que se orgulha de ter convidado para esta mostra, alguns dos melhores repórteres fotográficos da Região do Alto Tietê, entre eles:  Edson Martins e Eisner Soares (Diário de Mogi); Amilson Ribeiro e Daniel Carvalho (Mogi News); Jorge Moraes e Osvaldo Birke (Diário do Alto Tietê); Irineu Júnior e Piero Leite (Diário de Suzano); Wilson Talles (Grupo DS); Cleomar Macedo (Jornal Sete); Diego Barbieri (Folha Metropolitana); Evandro Maia (Jornal A Semana) e Silvio C. Filho (Notícias de Poá). Além de mostrar como é possível que uma pessoa com cegueira tenha acesso à informação visual contida na fotografia jornalística, o projeto traz muitos outros benefícios: entre os quais, a atualização curricular dos profissionais de imprensa. Graças à parceria com o Colégio Mogiano de Capacitação - CMC, todos os fotógrafos receberão treinamento; alguns já puderam fazê-lo nas dependências do CMC, mas a meta é levar o mini-curso ministrado por Tina para dentro das redações.

Para ela, a necessidade de atualização curricular é uma justificativa tão plausível quanto o direito fundamental que toda a pessoa tem à informação e a importância de humanizar e implantar a cultura da diversidade nas empresas jornalísticas. 

O conjunto das obras publicadas por teóricos mostra que "o Jornalismo sempre dependeu das tecnologias que emprega", mas pouco ou nada se investe no aprimoramento e no desenvolvimento de novas competências informacionais – o que requer formação continuada.


A falta da informação contribui para a expansão da deficiência 

A Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência (ONU 2006), ratificada no Brasil, pelo Decreto n° 186/2008 e pelo Decreto n° 6949/2009, em seu artigo 9º, afirma que
“a fim de possibilitar às pessoas com deficiência viver com autonomia e participar plenamente de todos os aspectos da vida, os Estados Partes deverão tomar as medidas apropriadas para assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação”. 
A falta da informação contribui para a expansão da deficiência (do meio, inclusive) e das incapacidades nela contidas - aumentando os prejuízos que colocam não só a pessoa com deficiência em desvantagem, mas qualquer um de nós. Significa que o maior grau da deficiência não está nas patologias humanas, e sim, concentrado nos problemas funcionais do meio em que vivemos. Levar os conceitos de acesso e acessibilidades para a imprensa, é a tônica do trabalho de Tina, que é autora do conceito de Fotografia Inclusiva, apresentado cientificamente como uma nova vertente.

Devemos vislumbrar que a reengenharia das empresas de comunicação, possa contemplar os milhões de usuários com deficiência que hoje estão desassistidos de um serviço adequado de informação. Somente em Mogi das Cruzes, no coração do Alto Tietê, exitem 80 mil pessoas com algum tipo de deficiência; no Estado de São Paulo, se considerarmos os surdos, cegos, pessoas com problemas de visão e audição severos, estamos falando de 1,5 milhão de consumidores culturais  e em âmbito nacional, este número sobe para 23 milhões (os dados são do I Encontro Regional dos Jornalistas do Alto Tietê - Erejat, realizado em abril deste ano).

Inaugurado em 2008, o Fotoclube do Alto Tietê é um coletivo que vem conquistando seu espaço e o respeito da comunidade de fotógrafos de todo o país e até do exterior, por cumprir exemplarmente a missão de "recuperar, preservar e difundir a memória; assim como resgatar valores dispersos e cidadania través do exercício do 'olhar fotográfico', mostrando-se, ainda, eficiente no uso da fotografia como artefato semiótico de intervenções sociais.

Além do apoio do Colégio Mogiano de Capacitação, a mostra que permanecerá até 8 de setembro no Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi (que oferece acessibilidade arquitetônica), também é apoiada pela Dina Fotográfica e Tecassistiva e patrocinada pela Intryd Segurança Informática.