sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Câmara Municipal de Mogi das Cruzes abriga a II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM





Na segunda-feira (27/8/2012) a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes inaugurou a 
II Mostra de Inclusão Visual - imaginaSOM. Trata-se de uma exposição inédita
que tem como principal objetivo sensibilizar a sociedade de conteúdos para o direito
constitucional de informar e ser informado.


A imaginaSOM é realizada anualmente pelo Fotoclube do Alto Tietê com curadoria de Tina Andrade, que além de jornalista e consultora em Comunicação Inclusiva, é Mestre em Semiótica, Tecnologias de Informação e Educação. E assinando a coordenação geral, está Jonny Ueda que se orgulha de ter convidado para esta mostra, alguns dos melhores repórteres fotográficos da Região do Alto Tietê, entre eles:  Edson Martins e Eisner Soares (Diário de Mogi); Amilson Ribeiro e Daniel Carvalho (Mogi News); Jorge Moraes e Osvaldo Birke (Diário do Alto Tietê); Irineu Júnior e Piero Leite (Diário de Suzano); Wilson Talles (Grupo DS); Cleomar Macedo (Jornal Sete); Diego Barbieri (Folha Metropolitana); Evandro Maia (Jornal A Semana) e Silvio C. Filho (Notícias de Poá). Além de mostrar como é possível que uma pessoa com cegueira tenha acesso à informação visual contida na fotografia jornalística, o projeto traz muitos outros benefícios: entre os quais, a atualização curricular dos profissionais de imprensa. Graças à parceria com o Colégio Mogiano de Capacitação - CMC, todos os fotógrafos receberão treinamento; alguns já puderam fazê-lo nas dependências do CMC, mas a meta é levar o mini-curso ministrado por Tina para dentro das redações.

Para ela, a necessidade de atualização curricular é uma justificativa tão plausível quanto o direito fundamental que toda a pessoa tem à informação e a importância de humanizar e implantar a cultura da diversidade nas empresas jornalísticas. 

O conjunto das obras publicadas por teóricos mostra que "o Jornalismo sempre dependeu das tecnologias que emprega", mas pouco ou nada se investe no aprimoramento e no desenvolvimento de novas competências informacionais – o que requer formação continuada.


A falta da informação contribui para a expansão da deficiência 

A Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência (ONU 2006), ratificada no Brasil, pelo Decreto n° 186/2008 e pelo Decreto n° 6949/2009, em seu artigo 9º, afirma que
“a fim de possibilitar às pessoas com deficiência viver com autonomia e participar plenamente de todos os aspectos da vida, os Estados Partes deverão tomar as medidas apropriadas para assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação”. 
A falta da informação contribui para a expansão da deficiência (do meio, inclusive) e das incapacidades nela contidas - aumentando os prejuízos que colocam não só a pessoa com deficiência em desvantagem, mas qualquer um de nós. Significa que o maior grau da deficiência não está nas patologias humanas, e sim, concentrado nos problemas funcionais do meio em que vivemos. Levar os conceitos de acesso e acessibilidades para a imprensa, é a tônica do trabalho de Tina, que é autora do conceito de Fotografia Inclusiva, apresentado cientificamente como uma nova vertente.

Devemos vislumbrar que a reengenharia das empresas de comunicação, possa contemplar os milhões de usuários com deficiência que hoje estão desassistidos de um serviço adequado de informação. Somente em Mogi das Cruzes, no coração do Alto Tietê, exitem 80 mil pessoas com algum tipo de deficiência; no Estado de São Paulo, se considerarmos os surdos, cegos, pessoas com problemas de visão e audição severos, estamos falando de 1,5 milhão de consumidores culturais  e em âmbito nacional, este número sobe para 23 milhões (os dados são do I Encontro Regional dos Jornalistas do Alto Tietê - Erejat, realizado em abril deste ano).

Inaugurado em 2008, o Fotoclube do Alto Tietê é um coletivo que vem conquistando seu espaço e o respeito da comunidade de fotógrafos de todo o país e até do exterior, por cumprir exemplarmente a missão de "recuperar, preservar e difundir a memória; assim como resgatar valores dispersos e cidadania través do exercício do 'olhar fotográfico', mostrando-se, ainda, eficiente no uso da fotografia como artefato semiótico de intervenções sociais.

Além do apoio do Colégio Mogiano de Capacitação, a mostra que permanecerá até 8 de setembro no Espaço Cultural da Câmara Municipal de Mogi (que oferece acessibilidade arquitetônica), também é apoiada pela Dina Fotográfica e Tecassistiva e patrocinada pela Intryd Segurança Informática.